domingos

lígia marcomini <3

lígia marcomini ❤

é um domingo qualquer do pior mês do ano, acordei cedo porque eu acostumei a acordar as 6:21 toda manhã, respirei fundo e continuei a ter a minha vida como todos os outros dias em 19 anos. liguei a tv e terminei a série que eu estava acompanhando, fiquei feliz porque quando chega no final de alguma coisa eu entendo o que o criador quis passar em diante, eu consigo pensar exatamente o que essa pessoa pensou em algum momento da sua vida e eu acho que eu tenho um dom que deus quis me dar, sei lá, talvez ele estava de bom humor.

a protagonista era a linden, uma detetive qualquer que tinha problemas quando entrava em um caso dificil, porque era ai que ela ficava encacucada com o caso ao mesmo tempo que tinha que lidar com seus próprios problemas em ter uma vida social com seu parceiro, seu filho, suas amigas. era tudo muito dificil, tinha que fugir dela mesma. até que chegou um dia em que disse adeus para tudo aquilo e saiu pela portas dos fundos, saiu simplesmente, uns quatro anos depois ela voltou para a sua cidade e foi reencontrar seu parceiro e ela estava com uma cara ótima, parecia uma manhã radiante depois de uma noite com tempestade. eles não se falaram muito, mas deu para entender que nem tudo é preciso ser dito, você simplesmente entende e guarda isso para si mesmo.

foi nesse momento que eu percebi que meu domingo do pior mês do ano não era somente um domingo, minha mãe fez nhoque e eu amo nhoque. mas essa não foi a melhor parte, a melhor parte foi quando baixou o filósofo em mim e disse “cara! ouve essa” era uma música que se chama take me to church (leve-me à igreja, (combina muito comigo)) e as primeiras palavras já eram 
Meu amor tem humor
Ela é a risada num funeral
Sabe que todos desaprovam”
eu já dei aquela risadinha e disse: “acho que estão me observando”, sabe essas pessoas que desaprovam? não são ninguém comparadas ao seu pior inimigo que é você mesmo. e foi esse inimigo que eu tive o desprazer de conhecer logo cedo, me deixando de castigo o tempo todo naquele quarto mofado durante tanto tempo, uma infância jogada fora, pessoas que deixei de conhecer por esse inimigo, tempo perdido, até que esse monstro percebeu o tamanho estrago que causou e que mesmo assim teve pessoas que eram para te desaprovar, mas que estavam ali te dizendo que te ama (até os que não disseram isso, mas que não precisavam) e ele deu aquele simples sorriso bobo e tudo pareceu estar bem, dívida paga com simplesmente nada, era de uma confirmação que precisava, de uma aceitação.

e foi aí que deu tudo certo no final, um domingo qualquer no pior mês do ano. entendi como funcionam as coisas, um dia você está uma tempestade, no outro está um dia radiante, um dia você odeia, no outro ama. um dia você desaparece, no outro surge com um sorriso e você guarda tudo isso para si mesmo, porque faz parte de quem você é e isso nada ou ninguém pode te tirar. aliás, eu não sou deus e deus não é quem eu sou, take me to church

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s