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Joker: Eu não quero te matar, você me completa!!!

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Batman é o cérebro de Gotham, o comandante, qualquer parte que haja influência ou algum tipo de proximidade terá de enfrentar o cavaleiro das trevas.

Mas em como toda história de super-herói (que pensam em salvar tudo quando querem e como querem) há os vilões, aqueles que arrasam de todas as formas o espertinho de toda essa besteira. O caos, a única carta do baralho que chama a atenção de todos, mas que é ignorado por todas as outras daquela maldita prisão chamada caixa, onde se guarda os restos dos outros baralhos. O caos.

E como todo presidiário há o desejo de ser lembrado, de ser tirado daquela caixa, de ser livre novamente, mas como em toda história de super-vilões, há os heróis (que mais uma vez pensam que ajudam em alguma coisa) que basicamente vivem em enfrentar que o caos seja livre.

E sempre haverá essa luta diária entre Batman e Joker, a luta que nosso coração sente em ser livre contra os pensamentos, que por sua vez, insistem em prender qualquer tipo de sentimento. Nunca entendi na verdade qual foi o problema que o Batman encontrou no pobre Joker. Será na bagunça que ele faz e não arruma? Ou o caosque ele deixa quando finalmente está livre? O.K. Isso não importa, o que realmente importa é que: eu não quero que você morra… Você me COMPLETA!

Com amor, Charlie

Ei velho amigo.
Peço desculpas por ter sumido sem ter dado notícias de por onde andava, do que fiz nessas horas e dias e semanas que não mandei mais cartas, mas finalmente resolvi dar as caras, porque achei que fosse necessário.
Por onde eu começo? Conheci gente nova? Estou trabalhando? Estou de férias, mas minhas aulas já começam a uma semana, há mudanças em casa que serão meio punk para eu dar conta. Quer saber, isso não importa agora, quero que você ouça uma música que o outro namorado da minha irmã colocou nas suas playlists melancólicas, mas que eu achei muito boa e que me fez entender muito sobre o que está acontecendo nos últimos dias:

Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer

Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor

Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr.

Não sei se você já ouviu, mas ela é minha favorita, até encontrar outra que eu goste mais ainda.
Mas o que eu quero perguntar a você é: consegue me entender? consegue ver como eu sou? sou uma grande interrogação para os outros e principalmente para mim mesmo. Deveria ter amado mais, claro que deveria! Me diga qual é o problema em deixar sentir o amor até pelos amigos? Corações partem, mas que isso não seja motivo para não amar mais, certo? Sinto pena da Sam e do Patrick, ensinaram tanto a compartilhar que fico me prendendo meu coração a sentir demais, será que eles já perceberam isso? Espero que ainda há tempo de eu fazer alguma coisa a respeito disso, não quero afastá-los como tinha feito com outros amigos. Eles são importantes, faria por eles mil vezes, sem querer devolução alguma, ser exatamente como Hassan foi para Amir, mas que Amir não seja tão besta como ele foi e perceber quando as coisas são feitas de coração, por mais simples que forem.

Percebi que não há vantagens em ser invisível e sinto muito mesmo pelo Patrick ter me dito isso, não gosto da ideia de entender todos ao meu redor, até de quem eu não conheço eu entendo, mas são coisas de que eu já senti alguma vez e vejo essas pessoas sentindo o mesmo e por alguma razão eu não quero lembrar de ter sentido assim, ou problemas que consigo sentir sem jamais ter sentido, entender a angustia da pessoa e senti-la também e isso não é nenhum pouco legal, isso não é um dom como Patrick tinha dito, mas gostei dele ter me dito isso, é como se ele tivesse me visto, por mais invisível que eu tenha sido esse tempo todo, ele encontrou em mim o mais de diferente que eu possa ser, e pelo que eu vejo, com esses dons de ser invisível, ele não vai a lugar algum, por mais merda que eu seja, e é isso que eu o mais admiro.

Mas já está na hora de eu ir, vou me encontrar com eles de novo, e tentar toda hora mostrar quem eu sou de verdade, errar mais, me importar menos, com problemas pequenos, morrer de amor, e por fim, claro, ver o sol se pôr.

Com amor, Charlie

Begins Falls Rises

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São novos tempos agora (ou de novo), nunca acreditei nessa história de inovação, de pular da cadeira a meia noite para dar sorte, cantar músicas de ano novo, de abraçar uma pessoa que gosta e ser feliz para sempre, nunca entrou isso na minha cabeça.

Um novo ciclo se inicia agora e isso não podemos negar, pulando da cadeira ou não, está na hora de começar, está na hora de agir e esquecer as coisas que ficaram para trás, começar novas histórias, começar novos caminhos, começar a correr atrás dos sonhos que ficaram tempo demais sendo só sonhos.

A principal parte de ir atrás do que realmente queremos é cair, quebrar a cara, desistir, pensar que esse todo esse caminho foi um grande erro, olhar para trás e ver a grande merda que fizemos, ficar sentado no sofá olhando pela janela e dizer que esse mundo não é para nós, mas não quer dizer que não precisamos mais olhar ao redor e encontrar novas oportunidades e encontrar o caminho certo, a escolha certa e continuar o que já demos início, já está no meio do caminho, do que adiantaria deixar de lado e se deixar levar para a noite escura.

Então, como todo dia primeiro de janeiro o dia nasce mais bonito, com mais esperança e determinação, e não esquecer do que começamos a fazer, nem dos erros de cometemos, mas aprender com isso e renascer, porque é um ciclo que nunca termina, mas nunca deixaremos de ficar esperando que algo caia do céu e que nos ajude, o que cai do céu é chuva e não esperança, também cai meteoro as vezes, mas não fé de acreditar que tudo é possível.

Sete Vidas

sete vidas

Ben é um homem misterioso que aparece na vida das pessoas como chuva em um dia de sol e resolve ajudar as pessoas que precisam de ajuda, ou aquelas que tenham orgulho de pedir.

Cada pessoa precisa de alguém como Ben, alguém que se importa com nós mais do que nós mesmos, alguém que te olha nos olhos e diz com o coração que quer ajudar, mesmo que se for para atravessar a rua ou doar seus olhos.

Cada pessoa precisa de um Ben que te faz parar de pensar, porque pensar vai te matando aos poucos até estar completamente morto por dentro e falando que está tudo bem da boca para fora

nos tempos que vivia na casa da minha avó

sempre gostei de pensar nos dias que ficarei velho, morar em um lugar tranquilo, comer bolo de laranja com café da minha esposa e ver meus netos correndo pela casa toda. um deles estará lendo um dos meus livros rabiscados e vendo fotografias de quando eu tinha uns 16 anos e ouvindo ele dizer que não se parecia comigo, daria uma gargalhada suave e no mesmo instante meus olhos voltaram no tempo e meus pés ainda estavam naquele tapete cor de vinho.
lembrei dos tempos que vivia na casa da minha avó, quando ficava feliz quando minha prima acordava e assistir televisão o dia inteiro, preparava pipoca para o filme da tarde e ia embora esperando o próximo dia. animação era quando tinha algum aniversário da família, todos se reuniam na cozinha em volta do bolo e tiravam fotos com aquela mesma parede branca no fundo, me perco de tantas fotos foram tiradas de lá, não chega a ser um mar de fotos, mas um lago chega a ser.
próxima lembrança foi naquele velho cinema da cidade, o último com os amigos da escola, todos bem vestidos, maior gritaria, todos choraram.
estranho essa parte da vida, hoje marco o pulso com caneta para não esquecer de entregar uma redação para a professora e amanhã estou dentro do carro para tentar achar meu destino, que tempo traiçoeiro, não gosta nem de esperar o dia amanhecer e já está noite, quero dizer que na verdade, por mais metáforas eu use para escrever tudo isso, o tempo passou rápido e eu estou muito perdido.

quantos sentimentos cabem em um vidro fechado?

é inútil escrever o que sente quando não consegue encontrar metáforas suficientes para se falar quando ele supera até as palavas mais simples.
nem mesmo a música já faz mais sentido, nem mesmo um choro. lembro-me que costumava pensar em coisas desnecessárias, mas não imaginava que iria piorar tanto como está essa noite. uma necessidade estranha de me ver triste, de ficar no canto enquanto todos estão falando, de não sair para ver o pôr do sol, de não falar, e só restar esperar e esperar, esperar para dormir ou assistir para assim deixar a mente ocupada e não pensar e pensar. pensar muito faz desistir, costuma ser uma boa solução, mas como não pensar? como falar com o vizinho se ele não quer dar ouvidos? como gritar se estou em uma cena de um filme mudo?
há motivo para ser assim? há um suposto destino que nos leva a esquinas diferentes em um dia nublado e nos faz esbarrar com uma pessoa que se encaixa perfeitamente com nossos defeitos? meu horóscopo de hoje diz que não devo ler horóscopo porque ninguém de nenhum lugar deste mundo viveu o futuro e sabe responder o que vem depois, está tudo planejado e o plano é não planejar, já disse isso. há motivo para ser assim? sim, vivo de medo, já me disseram isso junto com um “e pensa muito também” e ainda me pergunto se há motivo para ser assim, e vou acabo escolhendo a pior das opções, nunca é a alternativa mais óbvia e nem a soma de 1 + 1, é sempre a decisão que vai levar ao beco sem saída ou um abismo sem fim, é a sempre escolha que vai me fazer afastar das pessoas e enrolar a língua para não falar. talvez a vantagem de ser invisível é que chega em um momento não planejado que acordamos do outro lado da cama e dá de cara com a parede, que passe pão na manteiga de manhã, que a chuva sai do chão e cai na nuvem, talvez seja essa a vantagem, “vejo as coisas e guardo silêncio sobre elas e as compreendo”, um dia desses eu abro os olhos de manhã e sinto que o travesseiro ainda está úmido pelo meu choro, nesse dia vou saber que por mais que eu veja tudo preto e branco ainda há cor para se pintar.

enquanto meu físico está preso nessa casa tomando café, estou há 387 km de distância daqui

já faz algum tempo que eu venho tomando a mesma xícara de café a esta hora da noite para poder assistir um pouco. Faz o mesmo tempo que tento sair desse corpo que insiste em ficar aqui na frente desse computador e ouvir essa mesma rádio de eletrônica, acho que estou esperando alguma coisa brilhante acontecer nesses meus dias de férias em que a rotina é acordar, moscar e voltar a dormir até amanhecer outro dia e fazer a mesma coisa que fiz à uma semana atrás de novo e de novo e de novo.
andei pensando, mais do que devia, claro, mas o motivo foi a vida monótoma, estou rodeado dessas pessoas que tem a mesma rotina há anos atrás, acordar cedo, fazer café amargo, trabalhar, chegar do trabalho, reclamar do trabalho, reclamar da vida, reclamar dos outros, xingar o cachorro que está latindo, reclamar porque esqueceu de alguma coisa e que está atrasado, ir aos mesmos lugares para fazer as mesmas coisas, visitar os mesmos sites, falar com as mesmas pessoas. Um dia desses estava conversando com um amigo, e ele me disse o quão essa cidade o fez mal, meu caro, não quero parecer chato nem nada, mas acho que esse mesmo destino está vindo para mim mais cedo do que eu pensei. Estas esquinas acabam comigo, esses prédios pior ainda, nem quero citar das pessoas que eu vejo, este lugar já não me pertence mais, estou aqui sentado nessa cadeira tomando café, que agora está frio, enquanto minha cabeça está se divertindo em uma cidade grande, conhecendo pessoas novas, mundos novos, lendo livros com histórias tocantes, vendo filmes de ação, bebendo, sendo atropelado, correndo, fazendo academia, me apaixonando, me casando, divorciando, trabalhando, em frente há uma balada, falando ao telefone com algum amigo, revendo minha lista de 2013. Estou há 387 km de distância daqui e em todos os lugares ao mesmo tempo, mas o pior dos lugares que eu não gostaria de estar, de fato estou, preso nessa casa tomando café.